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Um Novo Tempo para Viver

 

 É 1998. Vivemos um novo tempo, uma nova etapa, um novo período na história. Um novo ano. As etapas de tempos, mexem com os nossos sentimentos, e normalmente leva-nos a olhar para trás, o passado para frente, o futuro, e estabelecer um presente responsável e equilibrado.

Nessa conjugação de três tempos comuns dos verbos(ação) da vida, é melhor viver e reviver cada momento tirando de cada um o melhor e o mais positivo resultado de tudo o que acontece e aconteceu, determinando um modo futuro de viver bem melhor.

O que tem chamado a minha atenção no ano que se foi, e que certamente dará um impulso positivo para o novo ano que ora inicia, é que a vida se traduz em relacionamentos pessoais. Ninguém é uma ilha, nasceu e vive isolado. Somos fruto de um relacionamento, vivemos e sobrevivemos através de relacionamentos, somos felizes ou infelizes por causa de relacionamentos, e a vida só tem razão de ser, se estivermos bem com os nossos relacionamentos.

Quero lhe convidar a trabalhar com a sua memória, lembrando de fatos em 1997 que se tornaram marcantes em sua vida, e que por certo, por detrás deles, estava alguém cooperando, sorrindo, apoiando, dando aquela força, para que você continuasse a remar, mesmo contra as correntezas muitas vezes. E você conseguiu realizar aquele intento e alcança aquele alvo.

Por isso, ano novo é hora de fazer uma declaração de bens inestimáveis acumulados de amor e amizade, e com gratidão sincera e pura aproximar-se dessas pessoas especiais, que souberam alegrar-se e chorar conosco, conforme o ensino bíblico-cristão (Romanos 12.15).

Neste ano que se foi, foi embora também, uma pessoa muito importante para mim e para a minha família, a minha mãe (22/09/97). Valorizamos muito mais uma pessoa quando a perdemos. Não deveria se assim. Mas normalmente agimos assim, porque pensamos ser intermináveis neste mundo. Por isso, invista mais naqueles a quem você ama de verdade, não lhes perca de vista, dê-lhes atenção, tempo, carinho e presença, procurando ser amigo leal, suprir as suas carências e necessidades, tanto físicas, materiais, afetivas e espirituais.

Jesus nos ensinou a vive bem com as pessoas. A vida é curta, a amizade e o amor são eternos, pois essa é a recomendação de Jesus: "Com as riquezas iníquas (deste mundo) fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos" (Lucas 16.9). Tudo o que temos neste mundo a oferece às pessoas, são valores pequenos e ínfimos e efêmeros que em nada impressionam. Mas quando oferecemos os nossos ouvidos para ouvir alguém, ou nossos ombros para que alguém chore conosco, esses momentos se eternizam, porque serão de valor incalculável.

Jesus chorou com a família de Betânia quando Lázaro morreu. Jesus foi solidário com Jairo quando a sua filhinha de 12 anos faleceu. Ele foi solícito com a viúva da cidade de Naim quando estava prestes a sepultar seu jovem filho. Jesus compadeceu-se do pai que tinha um filho endemoninhado. Jesus deu atenção ao paralítico junto ao Tanque de Betesda, e que procurava a cura há 38 anos.

Se seguirmos os passos de Jesus a cada dia deste novo ano, nossos relacionamentos determinarão melhores dias para todos nós, e teremos um ano muito mais feliz!

Rev. Enos Dias Pereira