Make your own free website on Tripod.com

Arrependimento para a Vida

 

"Maturidade espiritual quanto ao arrependimento para a vida", eis o nosso tema de fevereiro. A doutrina do arrependimento é uma doutrina estranha e até difícil de ser entendida, porque por si mesma, não é capaz de salvar uma pessoa. Meramente arrepender-se dos pecados não garante a entrada no céu; contudo, ninguém pode ser salvo sem arrepender-se.

Apesar da pouca importância dada à doutrina por todos nós, a Bíblia dá-lhe considerável importância. Desde Noé, o pregoeiro da justiça, todos os profetas do Antigo Testamento, até o surgimento de João Batista, todos pregaram o arrependimento. Nosso Senhor Jesus Cristo, iniciou o seu ministério pregando o arrependimento, e assim continuou a pregar até o fim. Por 53 vezes no Novo Testamento, os homens são chamados ao arrependimento. Jesus ao dirigir-se às Sete Igrejas da Ásia Menor, no Apocalipse, símbolo de todas as Igrejas, faz um forte apelo ao arrependimento.

A Nossa Confissão de Fé no Cap. XV que trata do "Arrependimento" exorta aos ministros assim: "O arrependimento para a vida é uma graça evangélica, cuja doutrina deve ser tão pregada por todo o ministro do Evangelho como a da fé em Cristo".

As religiões humanistas dos dias atuais têm proclamado um tipo de arrependimento a nível horizontal, um arrependimento quanto aos erros cometidos entre as pessoas, concentrando daí em diante num esforço por levar uma vida correta, seguindo certas regras estabelecidas.

A penitência ensinada e praticada pelo catolicismo romano, também é um tipo de arrependimento externo, que satisfaz normas impostas pela dita Igreja. Este tipo não passa de uma ilusão, pois a pessoa pensa que foi perdoada, mas na realidade não foi, porque a confissão não foi dirigida a Deus, nem tão pouco teve como base, o sacrifício de Cristo, único aceitável por Deus para perdoar pecados (I João 1:7-9).

O remorso, é um outro tipo de arrependimento, que não traz vida, porque não caminha um passo além do sentimento de dor e de auto-condenação pelo erro cometido, sem buscar o perdão e a possível reparação do erro. Judas Iscariotes é um exemplo típico do homem que estava com remorso, e que chegou ao suicídio.

O verdadeiro arrependimento, ensina os nossos símbolos de fé (Catecismos e Confissão de Fé), é uma GRAÇA SALVADORA, porque é um dos meios que Deus providencia, para reatar a nossa comunhão com Ele, e nos livrar da condenação eterna, pela transgressão da lei.

Os primeiros cristão Judeus glorificaram a Deus por ter Ele concedido aos gentios a dádiva do arrependimento para a vida (Atos 11:18). Jesus foi muito claro ao afirmar: "Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis" (Lucas 13:3). Portanto, irmãos, estejamos atentos à prática do verdadeiro arrependimento que provém de Deus.

Ele nos concientizará de nosso próprio pecado, levando-nos a ver nossa miséria como pecadores, à perceber a misericórdia de Deus e abraçá-la imediatamente pela fé, e à ter uma nova vida com Cristo, produzindo frutos de uma vida de obediência a Deus.

 

Rev. Enos Dias Pereira 

08/02/98 03:39